Uma nova série: conhecendo os novos sentimentos
Não sei se será uma nova série, ou uma nova temporada da série anterior.
Vou continuar vivendo um dia após o outro, mas quero entender a dinâmica dos meus sentimentos.
Logo que fiquei viúva precisei ir ao cartório com meu filho, para fazer uma procuração. Entre as perguntas do escrivão, veio a pergunta que me deixou sem voz, qual o seu estado civil?
Respirei fundo, e respondi pausadamente, viúva. Olhe para o meu filho e disse: que estranho... Meu filho olhou no fundo dos meu olhos, e disse: estranho mesmo.
Por que estou lembrando dessa cena no início dessa nova série? Porque quero partilhar e dividir os sentimentos estranhos, dessa fase que estou vivendo. Levar os sentimentos para passear e se encontrar com outros sentimentos estranhos, que rodeiam o cotidiano, e um dia deixarem de ser estranhos e passarem a ser só sentimentos.
O primeiro sentimento estranho foi de impotência, diante do corpo sem alma. Olhei várias vezes, sem nada comentar. Encarei seu rosto e olhei de pertinho suas mãos, não conseguia encontrar o Ivan, no que eu via. O sentimento de impotência, foi se transformando em resignação, que às vezes me faz estática. Outro sentimento foi reconhecer a ausência da vida, e acreditar que a opção divina é o meu consolo. Essa mistura de impotência, resignação e consolo divino coloca meus passos em movimento, deixo de ser uma estátua na dor e passo a ser impulso para a vida.
Sentimentos revirados, entre o terreno e o divino, causam estranheza. Estar em pé, segurando um corpo, que às vezes parece oco, e um coração instável, entre a dor da ausência e a alegria de estar viva, esse é o desafio da estranheza de sentimentos que estou vivendo.
Stella Maris
Vou continuar vivendo um dia após o outro, mas quero entender a dinâmica dos meus sentimentos.
Logo que fiquei viúva precisei ir ao cartório com meu filho, para fazer uma procuração. Entre as perguntas do escrivão, veio a pergunta que me deixou sem voz, qual o seu estado civil?
Respirei fundo, e respondi pausadamente, viúva. Olhe para o meu filho e disse: que estranho... Meu filho olhou no fundo dos meu olhos, e disse: estranho mesmo.
Por que estou lembrando dessa cena no início dessa nova série? Porque quero partilhar e dividir os sentimentos estranhos, dessa fase que estou vivendo. Levar os sentimentos para passear e se encontrar com outros sentimentos estranhos, que rodeiam o cotidiano, e um dia deixarem de ser estranhos e passarem a ser só sentimentos.
O primeiro sentimento estranho foi de impotência, diante do corpo sem alma. Olhei várias vezes, sem nada comentar. Encarei seu rosto e olhei de pertinho suas mãos, não conseguia encontrar o Ivan, no que eu via. O sentimento de impotência, foi se transformando em resignação, que às vezes me faz estática. Outro sentimento foi reconhecer a ausência da vida, e acreditar que a opção divina é o meu consolo. Essa mistura de impotência, resignação e consolo divino coloca meus passos em movimento, deixo de ser uma estátua na dor e passo a ser impulso para a vida.
Sentimentos revirados, entre o terreno e o divino, causam estranheza. Estar em pé, segurando um corpo, que às vezes parece oco, e um coração instável, entre a dor da ausência e a alegria de estar viva, esse é o desafio da estranheza de sentimentos que estou vivendo.
Stella Maris
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