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Showing posts from 2018

Ainda sobre um dia após o outro...

Sobre o grande desafio do Luto: entre a ausência e o amor que pulsa no  coração, encontrar forças para continuar. Esse amor que pulsa, esse amor que está em toda parte, não quero esquecer. Esses dias tive refletindo sobre a diferença das separação física, algumas pessoas que fazem a opção de separarem dos seus companheiros, passam um tempo exaltando os momentos ruins, assim justificam nos detalhes a opção feita. Eu não fiz essa opção, Jesus decidiu por mim, assim eu fiz a opção de aceitar essa decisão no amor. Quero falar do que vivemos, lembrar das alegrias que vivemos, das risadas que demos juntos, nas minhas histórias as lembranças vão perpetuar o amor. Esse amor que hoje carrego sozinha, não vai morrer nunca, pois vou levá-lo por onde eu for... Esse amor  vai me impulsionar a continuar, a dar direção a minha vida... Hoje eu quero celebrar o luto com amor. Stella Maris

Vivendo um dia após o outro...

O Natal passou... Os planos que tínhamos feito, não foi possível realizar. Deus tinha outros planos... A dor da  ausência, por vezes quis me impedir de ver a alegria do Natal. Passei o dia que antecede o Natal e o dia do Natal, com os olhos distante e marejados, não conseguia fitar o que vivia. A alegria do Natal me deixou em paz, mas não conseguiu me contagiar. Detalhes que se encontram  na saudade, saudade de quem não posso ver,  e só posso sentir  pulsar em mim. Sentir esse amor pulsar, me coloca em pé e me faz caminhar. No silêncio permito o amor pulsar nos detalhes,  ao mesmo tempo preciso lembrar que ele se foi e que nunca mais vou ver. Todos os dias ao dormir tenho que lembrar para mim, que o Ivan está no céu e ao acordar percebo no vazio da cama essa realidade. Essa é a minha rotina, não gosto de viver no faz de conta, sempre encarei de frente os desafios da vida. Esse é o meu grande desafio, permitir que esse amor pulse dentro de mim, e nas batidas ...

Dividindo sentimentos: o amor

Hoje eu quero lembrar detalhes desse amor, que se refletiu na minha existência, foram anos caminhando juntos. Nesse caminhar posso afirmar que celebramos o amor diariamente, conseguíamos até nas nossas diferenças nos amarmos. Mudamos de casa, de cidade e de estado várias vezes, mas sempre de mãos dadas. Essas mãos dadas nos fazia ter coragem de enfrentar os desafios da vida. Quando discutíamos e deixávamos as diferenças saltarem, a noite os pés se encontravam e aos poucos não existia mais diferenças. Nesse longo caminhar que fizemos juntos, encontramos muitas pessoas e muitos se tornaram amigos,que carregamos no coração. Dividimos nossas vidas com nossos amigos, partilhamos alegrias e momentos difíceis. Nesse caminhar encontramos o nosso grande amigo, Jesus. Ele chegou em nossas vidas, devagar e foi se fazendo o centro, lavou o que precisava ser limpo, modificou pensamentos e nos ensinou a amar ainda mais. Com Jesus nosso caminhar mudou e nosso amor se fortaleceu. Jesus nos ensinou...

Dividindo sentimentos

Ontem fui dormir com ecos da risada das crianças, a Bea (minha netinha canadense), a Júlia (filha da vizinha) e a Maria Lys (minha sobrinha) estavam em casa, e fomos leva-las ao parque. Ouvir as crianças sorrindo no parque, vê-las correndo animadas de um lado para o outro sem cansar, como se não pudessem perder tempo. Eu gosto dessa dinâmica das crianças, ao deitar para dormir ontem, pensei: o Ivan teria gostado desse programa. Ele adorava crianças e gostava em especial dessas três. Seus olhos brilhavam quando ele falava da Bea, sua grande paixão. Sexta-feira que antecedeu ao falecimento do Ivan, foi feriado e ficamos o dia juntinhos, vendo série  (terminamos de assistir a série que estávamos assistindo) e namorando, estávamos nos despedindo sem saber. Nesse dia ele falou algumas vezes: queria ligar para a Bea, esquecendo que o feriado era só no Brasil. Era um avô feliz e animado, queria muitos beijos, abraços e gostava muito de brincar. O eco das crianças me fez lembrar da alegri...

Dividindo sentimentos

Os dias estão sem nomes e sem números, simplesmente começam com o amanhecer e termina com a noite. Um dia desses sem nome, um amigo me ligou e relembrou de alguns casos do Ivan, terminou com uma frase: Stella posso imaginar sua dor, pois pra mim Stella era como sobrenome do Ivan, para sempre vou lembrar do Ivan da Stella. Essa é uma maneira carinhosa que nos apresentamos nos Encontros de Casais com Cristo, nos tornamos um na presença de Cristo e a comunidade nos reconhecia como duas pessoas com um só nome (nome e sobrenome). Essa lembrança vem consolar, reconheço nos detalhes a mão de Deus a nos conduzir até essa separação, uma separação temporária, pois um dia nos reencontraremos no céu. Ontem brinquei na piscina com minha neta, a água morna e as brincadeiras com as crianças me relaxaram, dormi muito essa noite um sono que há muitos dias não conseguia. Todos os dias quando acordo, tenho que lembrar para mim mesma, que o Ivan não está  aqui, e aproveito pra pensar em algo legal e...

Novos sentimentos

Vou usar meu blog como ferramenta, para liberação dos sentimentos, por palavras. Dia 1 de dezembro fui pega de surpresa, meu marido, meu amigo e companheiro sofreu um infarto fulminante. No caminho para o hospital telefonei para todos os médicos que eu conhecia e pedi oração. Foi um caminho longo, ao mesmo tempo rápido, fui com o meu vizinho que é policial. Chegando ao hospital, houve um tempo de espera por notícia, tempo suficiente para chegar alguns amigos e parentes, não consigo mensurar esse tempo. Não ouvia, meus olhos não saiam da porta (de onde viria a notícia do Ivan) eu sentia um tremor interno. Quando a médica me chamou para dentro da UTI, eu pensei: finalmente vou ver o Ivan e saber o que aconteceu. Entrei numa sala pequena com algumas cadeiras, a médica pediu que eu me sentasse, mas eu não queria sentar, ela insistiu e eu sentei com as pernas inquietas e as mãos cruzadas. A médica começou a relatar: que o Ivan tinha passado mal no supermercado, que os bombeiros foram cham...
Curiosidade inquieta Carrego comigo a curiosidade Se ando por caminho conhecido, Busco nele o desconhecido. Quando trilho novos caminhos, Busco nele o renovar. Aprendo no que desconheço E conheço o que me inspira. Nessa dinâmica inquieta de aprender Deixo acesa a lamparina da curiosidade. Stella Maris
Crônica: Me levo para passear Domingo depois de um feriado na sexta-feira, pela força do hábito, meu corpo  me acorda cedo. Murmurei um pouco, e levantei em seguida. Faço um café caprichado, tomo lentamente e aproveito para conversar um pouco. Pela janela aberta entra um vento frio, olho e vejo um céu azul como o mar e o sol iluminando as árvores. Resolvo fazer uma caminhada, encontro um vizinho levando seu cachorrinho para passear, ao sair do prédio vejo algumas mães levando seus bebês para passear,  encontro outros cachorrinhos com seus donos, e outros carrinhos de bebês com seus pais. Encontro poucas pessoas correndo ou caminhando como eu, talvez pelo horário, os cachorros e as crianças acordam mais cedo. Começo a refletir e deixo o pensamento livre me levar para passear e sentir o vento e o sol, meu presente para hoje. Me levar para  passear e permitir pensamentos, deixar os sonhos fluírem, buscar certezas e nelas acrescentar a incerteza,  encher de pergunt...
Uma pequena crônica que silencia... Sabe aquele dia que você chega cansada em casa,  e deixa o silêncio tomar conta da reflexão. O silêncio, por muito tempo foi para mim,  sinônimo de aridez e solidão. Hoje de manhã indo para o trabalho, encontrei um casal de idosos caminhando de mãos dadas,  em silêncio total. Parei meu olhar neles pelo tempo que o semáforo permitiu, o dia prosseguiu e agora volto meus pensamentos para esse casal. Quando eu os olhei de imediato pensei: quero chegar na idade deles de mãos dadas e caminhando, mas em seguida o silêncio deles me perturbou,  o sinal abriu e eu fui viver o que o dia tinha para mim. Quando chega essa hora do dia, que o relógio anda mais devagar e o coração tem tempo para refletir, deixo a imagem do casal invadir e me atenho ao silêncio. Como o silêncio deixou de ser árido e passou a ser adubo? Minha vida se escora em silêncios de dedinhos entrelaçados, que fazem a vida pulsar. Como não curtir o silêncio, que traz ...

Objeto de Aprendizagem

Um tal Objeto de Aprendizagem, me seduz A Realidade Aumentada reproduz essa sensação Me coloca despida no cotidiano. Brincar com minha realidade Evocam meus pensamentos infantis. Numa mistura de emoções, me visto de princesa Como num efeito de magia, brilho na escuridão Vou tecendo minhas experiências Concebida nas entranhas dos sentidos. Aventurar e aumentar o mundo real Permitir me nessa realidade mista. Ressaltar no cotidiano o surreal Vestir e me fartar de imagens. Como ator da minha essência apelo aos sentimentos E permito que as práticas mágicas expressem meu mundo. Como criança cansada de brincar Volto! No retorno meu mundo está igual, Mas eu ... Stella Maris Macedo de Sousa
Num momento poético vivo um instante de êxtase. Coloco vírgula, na incidência de sentimentos. Numa intensidade exagerada e intermitente, Adiciono ao espontâneo, o aprender observado. Nesse instante tudo vira extravagância. Stella Maris Macedo de Sousa