Uma pequena crônica que silencia...
Sabe aquele dia que você chega cansada em casa,  e deixa o silêncio tomar conta da reflexão.
O silêncio, por muito tempo foi para mim,  sinônimo de aridez e solidão.
Hoje de manhã indo para o trabalho, encontrei um casal de idosos caminhando de mãos dadas,  em silêncio total.
Parei meu olhar neles pelo tempo que o semáforo permitiu, o dia prosseguiu e agora volto meus pensamentos para esse casal.
Quando eu os olhei de imediato pensei: quero chegar na idade deles de mãos dadas e caminhando, mas em seguida o silêncio deles me perturbou,  o sinal abriu e eu fui viver o que o dia tinha para mim.
Quando chega essa hora do dia, que o relógio anda mais devagar e o coração tem tempo para refletir, deixo a imagem do casal invadir e me atenho ao silêncio.
Como o silêncio deixou de ser árido e passou a ser adubo?
Minha vida se escora em silêncios de dedinhos entrelaçados, que fazem a vida pulsar.
Como não curtir o silêncio, que traz palavras para curtir o silêncio?
No silêncio me encontro com o meu Senhor, e nesse silêncio Ele me mostra sua face.
Como não se encantar pelo silêncio, que fez da minha vida o grito de alegria?
Nesse silêncio meu sorriso mostra meu coração e minha alegria desenha minha alma.

Stella Maris Macedo de Sousa

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