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Showing posts from 2015

Retrospectiva - Aprender a Aprender

Para iniciar o texto com propósito de retrospectiva peguei pela mão os quatro pilares que a UNESCO propõe para a Educação: aprender a conhecer, a conviver, a ser e a fazer. Pegar pela mão essa perspectiva de aprendizagem e escorar  no dia a dia, é o desafio. Um dos maiores desafios é pegar na mão,  muitas vezes pegamos na mão das certezas e acreditamos possuir coisas, pessoas e situações e ao abrirmos a mão no final do dia, percebemos que muitas certezas escaparam entre os dedos. Nesse sentido pegar com a mão, não pode ser carregar a certeza, e sim a necessidade de construir e reconstruir diariamente. Estar atento às incertezas construídas pelas certezas e aprender a aprender. Com o olhar na retrospectiva que pretendo fazer, quero voltar ao  passado com o objetivo de aprender. Sem nostalgia olho com olhos de uma criança curiosa, procuro com as mãos de uma artesã em busca da matéria prima, escuto com o ouvido de um músico que se inspira na natureza. Assim olho a...

Agarro as raízes

Esse final de semana não foi um qualquer! Foi final de semana de comemorar! Brindar a vida! Estar próxima e voltar a encontrar pessoas, que se fizeram presentes apesar da distância.  Dividir a vida, repartir experiências, encontrar sonhos, escorar nas raízes... Depois de muitos brindes, antes de retornar, permito um passeio ao passado. Ruas que tantas vezes andei sem pensar, me fazem refletir. Colégios que estudei, ainda com a parede marrom, mas com muros coloridos. Mesmo sem enxergar vejo com os olhos da lembrança o pátio, a cantina e as salas de aula. Puxa! O velho estádio ganhou roupa nova, e na maquiagem a ousadia do moderno. Aquele prédio que meu tio morava, ainda tem a mesma farmácia embaixo. Eu que pensava ter raízes flutuantes, nesse passeio ao passado encontro minhas raízes ainda fincadas. Sem perceber agarro as raízes e deixo o pensamento fluir. A vida parece ter parado alguns anos, para me esperar passar.  Nesse tempo de estagnação do temp...

Sem razão resolvo separar alhos de bugalhos e caprichos sem razão

Separar o que precisa com a ousadia de uma criança, que se permite gostar ou não gostar, e ponto. Nesse prisma colocar os alhos de um lado e os bugalhos de outro, sem julgar se existe um melhor do que o outro, e sem o capricho da razão acompanhada de “verdades”. Esse é o desafio de hoje! Exprimir opiniões está cada dia mais difícil, bandeiras sobre a liberdade de expressão são levantadas por muitos e acolhida por poucos. Bandeiras são levantadas por várias pessoas, que acreditam na movimentação das bandeiras como verdades absolutas.   Puxa! Sinto me pressionada por essa falsa liberdade, por não achar necessário empunhar uma bandeira. Exprimir minha liberdade só se assim eu tiver na expressão, a polissemia. Nesse prisma de verdades absolutas e individuais pretendo refletir sobre a verdade como reflexo das relações sociais. Como um reflexo que perpassa pelo megafone e se acolhe na sombra. Numa existência que não disfarça as verdades, as encontra nas diversas formas e valori...

Hoje

Hoje   Viver o hoje está difícil! Meu hoje veio misturado, com muitos ontem Sem saber por onde começar Abro algumas páginas do ontem Numa tentativa insana de reviver, o já vivido Não encontro os cheiros, os lugares, as pessoas... Páginas foram passadas Ficaram cheiros, lembranças, saudade... E permanece todo amor vivido. Nesse amor vivo o novo Hoje e novo são as páginas Que tento escrever!   Stella Maris Macedo de Sou

Beatrice

Um poema por dia Meu coração queria. Esse amor de dois anos celebrar! Com olhos de paixão Sorriso de anjo Inteligência de mestre.   Um poema por dia Meu coração queria. Ver soletrar Sem saber falar Cantar e encantar E com o som “Frozear”.   Um poema por dia Meu coração queria. Extravasar ainda que envergonhada Numa brincadeira de esconder. Com a alegria de quem acredita Ser capaz de esconder com os dedos, E encontrar no sorriso.   Um poema por dia Meu coração queria. Uso subterfúgios para aproximar Seu cheiro sinto no amor, Sua respiração no compasso da minha. Num amor que revira E enche minha vida.   Numa licença poética Libero meu amor. Para celebrar! Comemorar! Dois anos de um amor imenso Com ornamentos que florescem, Nos detalhes e cumplicidade.   Um poema por dia Meu ...

Degusto pensamentos

Num comboio o circo partiu! Deixou silêncio na avenida Silêncio que morde!  Mastigo o silêncio Degusto o pensamento Com sabor de pitanga Preenche espaços Libera sorrisos E permite num voo sobre rodas Procurar outros espaços. Stella Maris C Macedo de Sousa

Uma viagem no mundo distorcido

      Com o início da semana começa a viagem ao mundo distorcido, nesse cenário: quatro pessoas num veículo vermelho. De maneira cordial e amistosa a viagem começa, conversa animada dividindo a vida e em torno um mundo distorcido. A vida real partilhada por palavras se distancia da vida distorcida por bolhas, numa tentativa alucinada de trazer o real a distorção passo a mão sobre o vidro para melhor enxergar. Sem conseguir continuo a ver esse mundo distorcido! Fecho os olhos enquanto a conversa gira sobre a greve das universidades, o preço do supermercado fico assim um tempinho, só ouvindo. Resolvo abrir os olhos e vejo que o mundo distorcido continua lá fora, árvores com tamanho e formato de árvore, mas sem a nitidez das folhas; casas com portas e janelas, mas sem cores definidas; pessoas transitam com roupas coloridas, mas sem rosto. Penso em escrever uma poesia, mas a distorção não traz forma ao poema.       Nessa viagem ao mun...

Feliz presente nas lembranças!

     Parecia um dia como outro qualquer, um passeio a pé num feriado. Quando meus olhos enxergam de longe a tenda de um circo, com o passo apertado chego logo. Diminuo o ritmo passo devagar, e meus pensamentos se perdem no passado. Num passado bem longe, quando eu ia ao circo com meus pais e num passado nem tão longe, quando levava meus filhos ao circo. Num momento nostálgico penso: porque as crianças crescem? Não tenho mais nenhuma criança para levar ao circo...      Sem pensar muito e com o coração nas lembranças, prossigo minha caminhada. Me perco nas lembranças que parecem querer fazer da nostalgia uma tristeza. Sem permitir volto meu olhar para o presente e enxergo pessoas caminhando, outras pedalando, algumas sentadas nos bancos da praça. Nesse olhar permito me sentir um mundo que não para, e decido não permitir que meu mundo pare em lembranças nostálgicas. Assim percorro o caminho de volta feliz com a oportunidade de reviver lembran...

Brincando de olhar o passado escuto o coração.

  Com o olhar no passado escuto o barulho da bicicleta do meu avô entrando no quintal da minha casa. Sem alarde ele entrava, observava e com pouca prosa se preocupava com todos. Era uma rotina carinhosa e cuidadosa. Um homem que viveu sem carro, sem luxo e intensamente. Uma saudade que mistura com minha história, saudade dos dedos ansiosos dedilhando o sofá, da agonia das visitas no horário do seu programa preferido da TV, da refeição repetida em horários determinados. Saudade com sabor de história! Sem nostalgia, com o coração no presente, me perco em pensamentos e os coloco nos momentos que vivo. Dias que movem como nuvem, ora intensamente ora leve. Em dias intensos pode chegar a escorrer lágrimas, e com dor lava tudo como rio. Nos dias leves as nuvens são pequenos blocos de algodão que formam figuras e dançam. Numa dinâmica de viajar pelas nuvens, encontro um céu maravilhoso. Nessa analogia das nuvens com minha história encontro me numa dança incerta, que se move m...

Meus sentidos

Enxergo o que os olhos não conseguem ver, Ouço os sentimentos mudos. Nessa loucura dos sentidos, Agarro com palavras Ando com melodia. Sem perceber sinto o que me cerca, Sem querer entender Busco sentido se nada encontro. Aciono o olhar   cego, E vou tateando pra fora do ciclo. Stella Maris C Macedo de Sousa

Um diálogo entre nós

Meu mundo distante Tão junto e longe. Experimento a vida Numa transparência opaca. Com a dança e com mudança! Como parábola me apresento Interpretar parece fácil. Pensa   me conhecer? Se mistura a mim... Nessa interpretação Tem um pouquinho de mim, E muito de você. Sem te conhecer nos misturamos. Nesse mundo distante! Distante e perto! Stella Maris Macedo de Sousa

Paradoxo Perfeito

Ser eu, encontrar minha voz Procura constante. Quando pareço encontrar o tom A musicalidade precisa de outro. Um tom para cada momento. Sem repetir as vozes do mundo, Minha voz ecoa, no meu interior. Grita no coração! Cantarola por onde passo, Levando o "eu" tão procurado Que se confunde com o "nós". O nós que revela e esconde. Um paradoxo perfeito. Stella Maris Macedo de Sousa

Simplesmente palavras

Palavras encontram em outras palavras, Existência. Palavras soltas na vida, e presa Pela razão. Palavras concretizam ações, e soltam As emoções. Palavras antes apressadas! Hoje encontram na mansidão Palavras alegres, Palavras na alegria saltam, no pula- pula da vida, Ora em meio a outras palavras, Ora sozinha no ar. Envolta por bolas coloridas, continuam mansa. Sem pressa, procuro palavras que preencham a loucura... Loucura que reflete na razão, o encontro da emoção! Stella Maris Macedo de Sousa

Revela o que permito

Máscara que não esconde, Revela quem usa. Máscara que esbanja Desmancha de medo. Máscara que vive Na sombra da máscara. Máscara que gruda E não desgruda. Máscara estonteante Numa alegria perseverante. Máscara que esconde A dor de não aceitar. Máscara intacta Sempre a mesma. Máscara da sombra Sombra que esconde. Máscara esconde e revela O que permito. Stella Maris Macedo de Sousa

Uma casa dos sonhos

Ando querendo uma casa de portas abertas, Janelas para rua. Quero um quintal! Daqueles antigos com pé de goiaba, Caju, banana e balanço de madeira amarrado com corda. Quero sótão e porão! Só morei numa casa dessa em sonho. Em meus sonhos, No sótão moram os sonhos, No porão os medos, E nas portas e janelas abertas A esperança... Quero uma vida que passa devagar! Que acalme a ansiedade, E acelere o coração. Quero olhar devagar Escutar com o coração, E andar com os sonhos. Os medos! Ah! Os medos! Vão permanecer no porão!     Stella Maris Macedo de Sousa

Viver sem forma

  Viver parece loucura, Pode ser ideologia. Com moldura   Viver decisões desconhecidas Gestada Indecisões   tomadas   Certezas em busca de ardores Lágrimas sem choro Choro sem lágrimas, sem amores   Sem forma seduz Moldada afasta Sedução que introduz   Stella Maris Macedo de Sousa

Me leve

Que a vida me leve, Nunca leve o amor. Que a vida me leve, Nunca leve os sonhos. Que Deus me leve E nunca desista. Que o amor me leve, E revele o caminho. Stella Maris Macedo de Sousa

Amor arco- íris

Quero um amor do tamanho do arco-íris. Capaz de abraçar o infinito Às vezes tão distante, Outras vezes tão próximo... Amor arco-íris entre o sol e a chuva Sempre no momento certo. O sol brilha no céu e a chuva começa Um capricho da natureza. Dizem ser casamento da raposa, Outros acreditam no pote de ouro. Eu creio no amor arco-íris! Um amor que casa as raposas Enriquece os corações entristecidos. Um amor que sabe a hora de se fazer presente, Conhece o momento certo de estar distante. Sabe quando a chuva começa. Stella Maris Macedo de Sousa

A vida se refaz

Vida que se refaz. E desfaz a rotina incômoda, Bagunça a casa arrumada, Refaz o trabalho já pronto. Saudade transformada em apelo. Solidão revira a multidão, Falando sem parar ao coração. Vida que se refaz, Na resistência De encontrar na solidão. A saudade de ser feliz! Stella Maris Macedo de Sousa

Redescoberta do sorriso

Catadores de sorriso! Cenário exasperado de recordação. Dissonante e acusador Impregnado de silêncio. Ofegando em curvas sinuosas Radiosa como o sol Sorrisos atemporal! Suscetível a absorção de lágrimas Profundos pensamentos. Provocam sorrisos delineados Em silêncio desconcertado. Sorriso como acalento mútuo Impeli o destino Catadores de sorriso Perseguem outras vozes! Redescobertas Stella Maris Macedo de Sousa

Liberdade de asa cortada

Liberdade sem decisão Vivida e admirada por alguns. Liberdade é ação! Decisão convulsionada! Liberdade de asa cortada Estagnada na situação. Moldada nas escolhas Presa nas escolhas das situações. Olho o pássaro solto Na varanda da vizinha. Vejo nele a liberdade. Decepção! É uma liberdade de asa cortada... Stella Maris Macedo de Sousa

Discutindo com Deus

  Planos sem rumo! Destinos sem traço! Busco em Deus o que não encontro Vida direcionada pela incerteza. Quantos passos sem chão! Tiro um pé do chão Sem pensar muito o recoloco, Umas vezes em avanço, Outras vezes retorno E muitas vezes permaneço. Pergunto a Deus o traço Se faz de surdo e me deixa escolher. Permaneço na incerteza E na dúvida, Prossigo! Demoro a descobrir que quando Prossigo É Deus traçando!     Stella Maris Macedo de Sousa

Chagas da Transformação

  Curada pela poesia Amar a existência Rasgar as cortinas que impedem O amor genérico Fidelidade que encoraja Inflama os sentimentos Como promessa r emover a sombra Efusão dos sentimentos Como ovelha desgarrada Encontro na visão palpável A transformação Numa atitude de inferência Respeita a liberdade E segue os versos   Stella Maris Macedo de Sousa

Desafio do Viver

  Fraquezas, desejos e alegrias humanas Tudo tão escondidinho! Buscam liberdade! Descortinados os sentimentos Numa conquista reconhecida pela esperança Inspirada na vida! Inspiração súbita! Sorrindo socialmente, encaro os desafios Na gargalhada exasperada e lívida Busco a alegria de vive. No fracasso, o desafio da superação No medo, o equilíbrio Sem a barreira da cortina, Enxergo uma vida Enfeitada de sentimentos concretos     Stella Maris Macedo de Sousa

Dança Silenciosa

  Num dialogo silencioso A polifonia dança. Linear pela constância da procura Ilhas de decepção isoladas Para não sentir o tempo passar. Tempo suspenso! Na angústia da ação do diálogo s ilencioso Retomar a ingenuidade da busca. Leva a uma tensão existencial. A um tesão sem estrelas Com olhar questionador. No estranhamento da existência Em busca das estrelas Parto sem regresso! Por ocultos caminhos O clímax estremece o corpo... No desprestígio do olhar Na massificação do coração As estrelas permanecem no céu Silenciosamente a observar...     Stella Maris Macedo de Sousa  

Enigma da Charada

Charada anunciada pelo desejo de viver No enigma, a brincadeira da procura No concreto, uma distância demasiada Entre uma rotina frágil e a utopia, Solenemente bradam os sonhos E no colo das palavras vazias Convulsionada manifestação sem refletir. Exausta indignação da vida medíocre, Permite uma trégua para indignação. Ignorados e engolidos pela rotina Não decifram a charada No enigma de palavras vazias A rotina permanece estática Resta a esperança! O sonho! Stella Maris Macedo de Sousa

A entrega

  Como o vento meus pensamentos Afaga a consciência numa felicidade doce. Foge de mim Utopia do viver O amanhã me reinvento! A vida arquiteta no reencontro A respiração ofegante ouve o coração Restaura uma alma prolixa Nessa mistura complexa Desconexa como um sonho Reinvento no reencontro Despida, nua, numa alegria voraz Um sorriso largo Me entrego Stella Maris Macedo de Sousa

Escrever Paixões

  Para descrever paixões Preciso de um coração   ioiô, Emoções palpitante Desencontrados batimentos. Amortalhada pela sensação Espio a própria imagem Nela ver o arrepio da paixão. Emoldurada no coração Explodindo de colorido. Feliz no mutável! Ah! Escrever paixão! É escreve o calor do sol E a cor do vento. Acomodar as mudanças Numa acomodação colorida! Descrever paixões É escrever transformações O físico se exalta E a alma se acomoda!     Stella Maris Macedo de Sousa  

Divertida loucura de viver

  Numa divertida esquizofrenia Crio asas para voar, E arranco minhas raízes. O tempo não determina as coisas. A palavra em estado líquido, escorre Em estado gasoso, evapora Refletida, tem um perfume prolongado. A loucura esparramada em meu ser Faz inflar meu peito como pombo. E voar! Voar naturalmente e baixo... De cima enxergar minhas raízes soltas E um mundo que não compreende meu voo O voo da liberdade! Divertida loucura de viver com asas... Stella Maris Macedo de Sousa

Medo do escuro do dia

Tenho medo de escuro Principalmente da escuridão do dia Em meio a escuridão encontro luzes coloridas Colocadas como móbile Móbile de bolas coloridas Cada uma de um tamanho Solitárias em formas e cores Acompanhadas pela textura Vidas suspensas pelo fio da esperança Na solidão dos fios O encontro com o nada Entre tantos nadas Busco nas fotos, No quadro que posso riscar, Na gaiola iluminada, E nas bolas coloridas. A luz para meu dia, E enxergo o futuro!     Stella Maris Macedo de Sousa