Sem razão resolvo separar alhos de bugalhos e caprichos sem razão


Separar o que precisa com a ousadia de uma criança, que se permite gostar ou não gostar, e ponto. Nesse prisma colocar os alhos de um lado e os bugalhos de outro, sem julgar se existe um melhor do que o outro, e sem o capricho da razão acompanhada de “verdades”. Esse é o desafio de hoje!

Exprimir opiniões está cada dia mais difícil, bandeiras sobre a liberdade de expressão são levantadas por muitos e acolhida por poucos. Bandeiras são levantadas por várias pessoas, que acreditam na movimentação das bandeiras como verdades absolutas.  Puxa! Sinto me pressionada por essa falsa liberdade, por não achar necessário empunhar uma bandeira. Exprimir minha liberdade só se assim eu tiver na expressão, a polissemia.

Nesse prisma de verdades absolutas e individuais pretendo refletir sobre a verdade como reflexo das relações sociais. Como um reflexo que perpassa pelo megafone e se acolhe na sombra. Numa existência que não disfarça as verdades, as encontra nas diversas formas e valoriza na idiossincrasia de cada um a necessidade de expor suas verdades.   

No desconcerto que concerta entre a eficácia e a falácia, solto meu grito contido por anos. A água que eu bebi estancou as lágrimas que não derramei, seduzida pelo grito, solto o ar em forma de som ilegível. São alhos que moram em meu interior e bugalhos que camuflam meu viver. Sem abnegação, mas com respeito, coloco no som incoerente que solto os meus reflexos das relações sociais que vivi.

A reinserção social seduz e retira as amarras, e manda para as “cucuias”   reconhecimentos plenos em busca de verdades argumentadas. Na ênfase das verdades discutíveis estanco no grito surdo, uma existência de pensamentos encolhidos. Sem disfarçar as verdades e unindo os alhos aos bugalhos, me liberto da opressão de expressar os pensamentos sem sentidos. E assim dar um chute no vento, correndo o risco de cair para traz.

 

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