Posts

Showing posts from 2019

Clima de deserto

Image
Quando cheguei no lago Paranoá para remar, às 6h, estava ventando e fazia 12 graus. Todos reclamavam do tempo! Muitos completavam, com a frase que virou clichê em Brasília, nessa época do ano: vivemos o clima do deserto. Essa frase define um dia começar com 12 graus, no meio do dia 30 graus e uma umidade que beira os 10% diariamente. Essa frase mexeu comigo: vivemos o clima do deserto, ou vivemos em clima de deserto. Comecei a pensar nos desertos da minha vida. Em meio aos desertos que eu vive, refleti: vivi o clima do deserto? Permiti que o vento frio da manhã me fizesse acordar? E o calor do meio dia foi apreciado? Hum! E a falta de umidade, insisti em respirar quando faltava ar? Ou deixei esse trabalho para os pulmões? Olhando para os meus desertos, percebo que sobrevivi a eles, mas não aprendi com eles, muitas vezes só reclamei e esperei com ansiedade a chuva. Viver o deserto vai além de sobreviver a ele, refiro a viver no sentido subjetivo da existência. Nessa busca de ...

Sem razão resolvo separar alhos de bugalhos e caprichos sem razão

Separar o que precisa com a ousadia de uma criança, que se permite gostar ou não gostar, e ponto. Nesse prisma colocar os alhos de um lado e os bugalhos de outro, sem julgar se existe um melhor do que o outro, e sem o capricho da razão acompanhada de “verdades”. Esse é o desafio de hoje! Exprimir opiniões está cada dia mais difícil, bandeiras sobre a liberdade de expressão são levantadas por várias pessoas, que acreditam na movimentação das bandeiras como verdades absolutas. Puxa! Sinto me pressionada por essa falsa liberdade, por não achar necessário empunhar uma bandeira. Exprimir minha liberdade só se assim eu tiver na expressão, a polissemia. Nesse prisma de verdades absolutas e individuais pretendo refletir sobre a verdade como reflexo das relações sociais. Como um reflexo que perpassa pelo megafone e se acolhe na sombra. Numa existência que não disfarça as verdades, as encontra nas diversas formas e valoriza na idiossincrasia de cada um a necessidade de expor suas verdades. N...

Exuberância, esplendor e exclamação

Image
Olho de um lado, Olho para outro lado. Enxergo na natureza, Exuberância. Entrego meus pensamentos ao Esplendor. Escoro meu coração na Exclamação. Sem compromisso deixo que o tempo, Encontre seu compasso. Stella Maris Macedo de Sousa

O que aprendi com o limpador de parabrisa?

O dia estava nublado e aos poucos começou uma chuva fina, liguei o limpador de parabrisa, na velocidade lenta. Sabe aquele modo lento do limpador? Ele move e para, depois reinicia a sequência entre o mover e o parar. Como a chuva estava fraca essa sequência do limpador era suficiente. De repente a chuva engrossou um pouco e a velocidade do limpador começou a não ser mais tão eficiente. Deixei que o limpador funcionasse assim por um tempo, e ao olhar a luta dele com a quantidade de chuva, refleti sobre a minha vida. Nessa analogia a chuva representa minha vida e o limpador as minhas ações. Percebi que tem momentos que a vida segue num passo lento, que o simples mover e parar das ações são capazes de trazer a felicidade. Já existem momentos que a vida muda o compasso e se eu não acelerar o mover das ações, posso não conseguir enxergar com nitidez as oportunidades. Nessa brincadeira de limpar o parabrisa da vida, me coloco querendo ver além, sem perceber que estou acomodada a velocidade ...

Iniciando uma nova série da vida real: Vida que Segue

Num momento de catarse escrevi alguns capítulos da série: Um dia após o outro. Depois resolvi brincar com as palavras,tentando poetizar esse dias vividos na sequência de um depois do outro. Passei alguns dias refletindo e acho que ruminando essa sequência de dias. Tenho vivido momentos de ansiedade e uma sequência de sentimentos desordenados, não quero enfilerar meus sentimentos, desejo soltar a linha dos sentimentos como um moleque solta a linha da pipa. Permitir que fique lá no alto livre e quando quiser podem ficar bem baixinho. Nesse surto de emoções início uma nova série, para ser lançada em episódios: Vida que segue. Cada episódio terá como direito autoral o momento vivido. Sem pressa, viver a vida que segue, saboreando detalhes. Olhar para o céu de inverno do cerrado, sem nuvens, e carregar a alegria desse lindo presente, mais um dia. Stella Maris

Palavras ecoam

Coloco som em minhas palavras Busco a melodia nas letras. Na poética contemporânea Busco inspiração na percussão. Intercaladas e relacionadas Como num período de ensaio. Similares e relacionadas Como numa sinfonia em sintonia. Horas de inspiração E sem rimas escuto, A melodia que ecoa no coração... Stella Maris

Momento importante da minha vida

Expressar nesse momento a serenidade, meu desafio diário. Estou vivendo um dos momentos mais importante da minha vida, uma realidade que exige sinceridade comigo mesma. Nessa sinceridade encontro a minha essência, e a busca da alegria como realização humana. Buscar as possibilidades da paz! Ser coerente e permitir... Stella Maris

Redescobrir

Deixei de ser criança Descobri o meu mundo. De repente já era mãe e professora Aprendi e ensinei. Me perdi em meus sonhos, Me encontrei nas palavras. Numa catarse literária Permiti palavras emboladas aos sentimentos. Hoje, deixei de ser criança Redescobrindo o meu mundo De repente sozinha. Reaprendo a viver Meus sonhos... E a catarse literária, Vira poema. Stella Maris

Poetisando

Viver as primeiras vezes A primeira vez sem a mão que segura a minha. Tantas primeiras vezes! Um cotidiano cheio de lembranças... A cada primeira vez Um suspiro forte, Um passo firme, Um coração frágil E a certeza, vou conseguir. Stella Maris

Hoje o dia amanheceu meio cinza

Não consigo entender essa dinâmica das cores do meu dia. Tem dia que acordo com preguicinha, fico um pouco na cama sinto falta do abraço e da oração da manhã, e quando levanto vem as cores do sol e do céu e deixam tudo mais leve e colorido. Em outros dias, como hoje, levanto animada depois do despertador, tomo banho de lavar a cabeça, levo o barney para passear, nesse passeio me encanto com o dia amanhecendo. E no decorrer do dia o coração fica apertado, e parece tudo cinza. Deus que me acompanha de pertinho todos nos dias de todas as cores, me consola nesses dias cinza e me faz ver que esses dias são importantes, me deixa livre para viver essa cor também... Sempre gostei de ver a alegria do dia, nessa ânsia de ser feliz, muitas vezes fugi do cinza. Agora estou me permitindo viver as cores que meu coração me apresentar. Deus tem me feito livre para viver para... Stella Maris

E a vida segue...

Êta! Hoje é quarta-feira, os dias não estão seguindo o calendário ou a hora do relógio. Os dias seguem sua própria vontade, nessa dinâmica eu sempre me assusto com o dia do mês ou da semana, muitas coisas vividas e muitos sentimentos embolados. Em meio a tudo isso tenho vivido! Procurando me encontrar e me permitindo experimentar. Nessa dinâmica eu procuro reconhecer em meus sentimentos, a minha essência. Esse permitir experimentar perpassa por todas as situações, mas no supermercado ela se concretiza: o que a Stella gosta? Eu sei exatamente tudo que o Ivan, a Priscilla e o Thiago gostam e até o que deixaram de gostar. E o que será que a Stella gosta? Nesse procurar e permitir, descobri que gosto de chuchu. Tive vontade de rir quando descobri isso, chuchu! Que diferença isso tem nesse momento que estou vivendo? Sabe aquelas coisas que não precisam ter sentido, é só descoberta mesmo... Entre o chuchu e outras descobertas, está ressurgindo uma nova Stella. Stella Maris

Iniciando uma nova semana...

De repente é domingo, a semana inicia lembrando que os dias seguem. A velocidade da sequência dos dias acompanham as expectativas da vida. Como sigo com o propósito de viver um dia de cada vez, os dias se misturam em velocidade, ora parecem longos e em outros momentos lentos demais. Essa instabilidade segue um pouco da minha instabilidade emocional, estou assim também... Tenho conseguido enxergar o propósito da minha vida, Deus tem me mostrado um novo jeito de olhar a vida. Algumas coisas que me tiravam a paz, perderam a significância, passaram a ser tão pequenas que não conseguem nem fazer parte dos meus pensamentos. Sigo me buscando nessa nova dinâmica de viver, por vezes me vejo como uma adolescente (sem saber a direção) e em outras vezes como uma idosa (conhecendo bem cada curva da vida). Busco e me encontro na certeza que Deus me guia e às vezes me encontro nas incertezas do que não conheço. Esse tem sido o meu caminhar, ora na certeza e ora na incerteza. Caminhar procuran...

Refletir sobre o foi escrito

Duas coisas que escrevi me fizeram refletir. Escrevi sobre a necessidade de encarar a minha vivência solo. Vivência que vai além de viver, e solo que perpassa pelo sozinha, mas não para na solidão. Acho que tenho vivido esse desafio, de viver na intensidade, sem deixar a solidão tomar conta. Viver sem refletir pode virar sinônimo, de ser consumida pela rotina, ou ainda pior fazer do cotidiano uma vivência rotineira. Se deixo a vida me levar, corro o risco de me acomodar na rotina. O cansaço toma conta, e o dia parece uma maratona de obrigações. Outra frase que me fez refletir, foi que não quero fazer da minha dor um espetáculo. Refletir sobre o espetáculo deixo me levar a um palco, com cortinas vermelhas e uma plateia de pessoas que amo. Um palco é lugar de glamour, as pessoas quando chegam perto do espetáculo da minha vida, querem ver a minha essência e não tem lugar para a dor, que não se sustenta na esperança.Escrever sobre minha história, tem sido o meu maior desafio, pois ...

Revirando sentimentos

Revirar sentimentos tem sido a minha brincadeira preferida. Sabe aquela velha frase, eu nasci assim, vou morrer assim? Nunca fez parte da minha essência, sempre gostei de vasculhar os meus pensamentos e sentimentos, e fazer aquele balanço e verificar o que poderia ser melhorado. Essa dinâmica ainda faz parte do meu dia, mas hoje além de vasculhar, eu quero revirar. Revirar sentimentos na procura de outros ângulos, para olhar por outro prisma, na tentativa de enxegar os sentimentos estranhos, menos estranhos. Numa espécie de alucinação olho para mim, como se estivesse olhando outra pessoa. Procuro nesse olhar marcas, que me façam encontrar comigo. Sem querer fazer da minha dor um espetáculo, me encolho e escuto o meu coração. Esse olhar para o que se faz estranho, no momento é necessário, me reinventar para essa nova vivência solo. Por vezes queria voltar um pouco na cortina do tempo, e em outras vezes queria quebrar a barreira do futuro, mas como não é possível, me resta viver b...

Redesenhar o traçado do vida

Como olhar para a vida, sem procurar os traços que eu tinha traçado? Como não lembrar dos sonhos e planos? Não tem como, esses traços fazem parte da minha história. O desafio de agora e redesenhar esses traços, buscar na página da minha vida, oportunidades de redesenhar. Usar lápis de cor e nas cores deixar fluir. Deus tem me dado serenidade e paz, e o mais importante tem me dado a vida. Esse presente de Deus não pode ser desperdiçado, tenho que prosseguir. Carrego comigo a minha história e a certeza do presente, que é a minha vida, com alegria vou pegar lápis de muitas cores e redesenhar. Stella Maris

Continua a série: vivendo os sentimentos

Sem perceber estou exaltando a necessidade de expor os sentimentos,às vezes tenho colocado como regra. Quero afirmar, que viver não tem regra: essa regra está valendo para mim, pelo momento que estou vivendo. A decisão de não guardar os sentimentos só para mim, veio da necessidade de interagir e do medo de não conseguir passar sozinha, por esse momento. Escrever no blog e não nas redes sociais, foi outra opção minha. Aqui só entra quem quer, conhecer um pouco dessa parte da minha história. Vamos lá dividir os sentimentos! Tenho vivido de forma intensa, as emoções estão a flor da pele. Uma propaganda me faz chorar, o que está acontecendo em Brumadinho me faz viver com veemência uma dor que não é minha. Em meio a tudo isso, tenho vivido sentimentos estranhos. Os sentimentos das primeiras vezes, as primeiras vezes que tenho feito o que fazíamos juntos, sozinha. Êta! Pensem numa coisa estranha! Andar sozinha pela primeira vez, foi estranho e ainda está estranho. Muitas vezes estou ca...

Sentimentos esparramados

Por que guardamos tanto os nossos sentimentos? Aprendi ainda criança, que alguns momentos poderia chorar e outros precisava guarda o choro, assim eu me protegia. Engolir o choro em alguns momentos, era como um escudo. Usei esse escudo muitas vezes, e ainda uso quando não me sinto confortável na situação. Em outras vezes me faço rebelde, e escancaro meus sentimentos. Me permito chorar e rir com exagero, nessa intensidade rebelde é que inicio esse episódio: esparramando sentimentos. Toda essa reflexão sobre guardar emoções ou esparramar sentimentos, veio nesse momento que a sensibilidade toma conta de mim e me renova o olhar. Com o coração nos olhos permito que as lágrimas escorram quando querem e os olhos se apertarem num sorriso. Olhar a saudade com o coração nos olhos, me faz enxergar o carinho que outros olhos me olham,e que tantas vezes se permitem chorar a minha dor. Encontrar nos olhos dos meu amigos a minha dor, em suas palavras a força para continuar, fortalece em mim a ce...

Uma nova série: conhecendo os novos sentimentos

Não sei se será uma nova série, ou uma nova temporada da série anterior. Vou continuar vivendo um dia após o outro, mas quero entender a dinâmica dos meus sentimentos. Logo que fiquei viúva precisei ir ao cartório com meu filho, para fazer uma procuração. Entre as perguntas do escrivão, veio a pergunta que me deixou sem voz, qual o seu estado civil? Respirei fundo, e respondi pausadamente, viúva. Olhe para o meu filho e disse: que estranho... Meu filho olhou no fundo dos meu olhos, e disse: estranho mesmo. Por que estou lembrando dessa cena no início dessa nova série? Porque quero partilhar e dividir os sentimentos estranhos, dessa fase que estou vivendo. Levar os sentimentos para passear e se encontrar com outros sentimentos estranhos, que rodeiam o cotidiano, e um dia deixarem de ser estranhos e passarem a ser só sentimentos. O primeiro sentimento estranho foi de impotência, diante do corpo sem alma. Olhei várias vezes, sem nada comentar. Encarei seu rosto e olhei de pertinho su...

A série continua: um dia após o outro

Inicio essa semana permitindo que a energia do amor se movimente, e o amor que me mantém viva preencha o vazio. Deixar que o amor suavize a dor da ausência, deixar as lembranças fluirem e permitir que no perdão, do que não foi vivido com êxtase, renove a esperança. Permitir que o amor seja um toque de vida, daquele que viverá em mim para sempre. Permito também que o amor circule em minha existência, e chegue ao coração dos meus amados. Os amados, que faz tempo que deixaram de ser meus meninos, que sintam esse amor, e através dele se permitam a viver a  essência da vida no amor. Convido esses meninos a brincarem de ser criança, andar  olhando para o céu em busca de nuvens amigas. Olhar para as nuvens no céu, e lá encontrar uma nuvem amiga. Soprar o amor para nuvem e vê-la sair saltitante levando o amor. Lá do céu vem o amor que  sustenta  e sentir nesse sopro de amor a alegria da saudade. Stella Maris

"Bora" viver esse dia...

Essa segunda começou nublada, apesar do sol que brilha no céu. O coração acordou sem luz própria, deu uma vontade de ficar de "moagem", mas não podia. A manhã se arrastou, quis permanecer calada e observando a vida passar. Só que a vida que passava, pedia ação, pedia sugestões e decisões. Depois que enfrentei o coração nublado, o sol que brilhava o céu, iluminou meu coração. Assim que estou vivendo o meu propósito, um dia de cada vez, uma nuvem por vez e sempre que o coração se sentir nublado, sem luz, quero ter forças para buscar o sol que aquece e dá paz. Stella Maris

Revivendo a opção de um dia após o outro

Nessa dinâmica de viver um dia de cada vez, por vezes tenho que reviver a minha vida no meu coração... Reviver com o olhar, para os  dias que tenho vivido e sem medo lançar o olhar para frente. Essa é a dinâmica que sempre utilizei, uma maneira de refletir sobre meus atos, pensamentos e sentimentos. Aquela frase "deixe a vida me levar" nunca foi o meu lema, às vezes permito que a vida me leve, até esse momento de reflexão. Esses momentos sempre foram importantes para mim, momento de parar, reviver e planejar. Estou vivendo esse meu reviver de outra forma: paro o meu olhar sobre meu cotidiano, revivo o que se faz necessário reviver como experiência de vida, mas estou pulando a parte de planejar. Meus planos estão a curto prazo, ou melhor estão no prazo de hoje, que finda com o dia. Posso garantir que não está fácil! Reviver o cotidiano, por vezes me deixa feliz e por outras vezes me deixa triste e saudosa. Não planejar o dia seguinte, ou a semana seguinte é um grande des...

Mais um dia vivendo o propósito: um dia após o outro.

Hoje faz 40 dias sem o Ivan. Esses dias parecem maiores que os outros, a saudade é tanta, que parece mais tempo. Ao mesmo tempo parece que os dias voam, quando olho para trás, parece que foi ontem aquele telefonema e tudo que seguiu depois dele. Parece que perdi a noção do tempo, por isso fiz o propósito de viver um dia após o outro. Sem querer compreender e sim aceitando os desígnios de Deus. Ainda procuro dentro de mim, o espaço para guardar tanta lembrança, lembranças de uma vida. Não quero perder nenhuma, não quero perder nenhum detalhe, quero carregar tudo comigo e quero ser feliz nessas lembranças e detalhes. Fico com medo de guardar no coração e ele ficar pesado, tenho medo de guardar na memória e perder algum detalhe. Quem sabe Deus reservou um espaço entre o coração e a mente para guardar esse grande amor, esse pedacinho de mim, que não está mais ao meu lado, mas está dentro de mim. Sem conhecer esse lugar, vou guardando em todo o meu ser. Permito a essência desse amor m...

Iniciando a semana com o propósito: um dia após o outro

Luto tem se transformado em sentido, os sentimentos estão loucos pra desenhar o luto. Recentemente vivenciei a minha primeira experiência com o luto, perdi meu pai, na época acreditava ter perdido o chão, e sem chão os passos ficaram leves e sem rumo. Aos poucos fui recuperando o passo firme, e deixei as lembranças fluirem quando quisessem. Foi muito difícil perder meu pai, mas a saudade me consolou na certeza que ele não mais sofria, com o câncer que o consumia. Eu nem imaginava, que esse luto estava me preparando, para outro luto. Não sei se tem como mensurar luto, mas dessa vez está bem mais difícil. Talvez estou sentindo assim, porque é a dor que estou vivendo no momento. Como começou nossa história: um dia eu saí da casa do meus pais e fui construir a minha família. Nesse momento Deus me ajudou a escolher,  abençoou a nossa união e a nossa família. Dividimos a mesma cama e o nosso amor construiu um lar, para os nossos filhos. Nossa casa sempre foi nosso porto seguro, onde ...

Continua o propósito: um dia após o outro

O propósito continua: um dia após o outro. Quero voltar no tempo, para enfrentar o dia de hoje... Quando me vi sozinha em meu quatro, peguei os travesseiros que não eram os meus e a coberta que tinha o seu cheiro. Uma loucura insana de tê-lo pertinho, durante o dia quando o coração doía, corria para o meu quarto sentia seu cheiro e ficava quietinha. Seu cheiro foi sumindo, criei coragem para lavar os lençóis e cobertas. Ontem tudo tinha cheiro de amaciante, quando deitei percebi que o cheiro que me mantém em pé, não era o cheiro do travesseiro, e sim o que carrego em meu coração, cheiro com sabor e cores. Esse cheiro, as lembranças e a saudade ainda não sei como vão se acomodar em meu coração. A única certeza que tenho é que Deus está cuidando de tudo, e que Ele deve ter criado um pedacinho dentro de mim para guardar esse amor para sempre. Hoje eu consigo entender melhor a passagem bíblica, que diz: Que um homem se unirá a uma mulher e se tornará uma só carne. Eu e o Ivan éramos as...