Papagaio de Pirata



Olho envolta e vejo Papagaio de Pirata por todos os lados, existem vários tipos de Papagaios de Piratas modernos.
O Papagaio que faz opção de deixar a vida seguir sem remo, sem leme. Perdeu o rumo da sua vida, sem forças para retomar, deixa se ser levado e passa a ser coadjuvante de sua própria vida. E se torna Papagaio da vida dos outros, se realiza pelas conquistas dos outros, alegra se com as trapalhadas alheias e, às vezes, permite que uma história do passado, o faça protagonista.
E aquele Papagaio que se coloca como protagonista para a plateia, mas não encontra prazer em sua história. O comodismo o fez um Papagaio de Pirata da sua própria vida, vida que se realiza nos sonhos e nos planos. Sem a concretização, sem realizações vive a sombra da sua existência.
Sabe aquele Papagaio tecnológico? Aquele que se esconde pela máscara de um perfil, no qual delineia o que gostaria de ser. Será que é outro Papagaio da própria existência? Sem resposta me encho de perguntas.... Um perfil elaborado pelo que gostaria de ser? É um retrato desenhado a partir de sonhos? Retrata uma fantasia? Nessa fantasia, a imagem veste a roupa da personagem e se faz protagonista. Um perfil, que o transforma em Papagaio, da sua própria vida.
Tem Papagaio moderno para todo lado, aquele que acompanha o celular alheio. Chega até mais perto, para não perder nada da mensagem. Esse Papagaio precisa de usar a imaginação, para entender fragmentos de mensagens. Um Papagaio que tem vida própria, e se permite “papagaiar” como distração. Ah! Ele pode “papagaiar” conversas em um metrô, nesses momentos o olhar está longe e os ouvidos pertinho, pode se assustar ou sorrir sem perceber. 
Nessa reflexão sobre o Papagaio de Pirata pode se perceber, que vamos “papagiando” por aí... Alguns momentos, sem perceber, apenas nos deixamos afastar de nossas vidas e nos embebedar pela vida alheia. Outros momentos, por mera diversão, como passatempo, permitimos que o perfil que criamos se concretize, e nos fazemos diferentes por alguns momentos.   Existem aqueles momentos, que espichamos os olhos e colocamos nossos ouvidos atentos a uma conversa, os personagens da história não tem face, o cenário é refletido na imaginação e muitas vezes o final da história fica a cargo do Papagaio. E tem aqueles momentos, que as forças esvaíram e como coadjuvante da própria vida, só resta “papagiar”...


Stella Maris C Macedo de Sousa      

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