Nostalgia do talvez
Olho o passado
Não sinto gozo, nem tormento
Fecho os olhos e olho minha memória
Numa busca avassaladora do concreto
Fotos, filmes, cheiros...
Viajo em minha nostalgia!
Sem marco ando sozinha...
Levo o rumo em meu coração
Longe de olhares que cruzam o
passado.
Busco o futuro esfarelado nas
lembranças,
Nos detalhes, no corriqueiro.
O esplêndido acontece!
Ainda presa no passado, no
improvável.
Nasce o “talvez”!
Stella Maris Macedo de Sousa
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