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Showing posts from December, 2018

Ainda sobre um dia após o outro...

Sobre o grande desafio do Luto: entre a ausência e o amor que pulsa no  coração, encontrar forças para continuar. Esse amor que pulsa, esse amor que está em toda parte, não quero esquecer. Esses dias tive refletindo sobre a diferença das separação física, algumas pessoas que fazem a opção de separarem dos seus companheiros, passam um tempo exaltando os momentos ruins, assim justificam nos detalhes a opção feita. Eu não fiz essa opção, Jesus decidiu por mim, assim eu fiz a opção de aceitar essa decisão no amor. Quero falar do que vivemos, lembrar das alegrias que vivemos, das risadas que demos juntos, nas minhas histórias as lembranças vão perpetuar o amor. Esse amor que hoje carrego sozinha, não vai morrer nunca, pois vou levá-lo por onde eu for... Esse amor  vai me impulsionar a continuar, a dar direção a minha vida... Hoje eu quero celebrar o luto com amor. Stella Maris

Vivendo um dia após o outro...

O Natal passou... Os planos que tínhamos feito, não foi possível realizar. Deus tinha outros planos... A dor da  ausência, por vezes quis me impedir de ver a alegria do Natal. Passei o dia que antecede o Natal e o dia do Natal, com os olhos distante e marejados, não conseguia fitar o que vivia. A alegria do Natal me deixou em paz, mas não conseguiu me contagiar. Detalhes que se encontram  na saudade, saudade de quem não posso ver,  e só posso sentir  pulsar em mim. Sentir esse amor pulsar, me coloca em pé e me faz caminhar. No silêncio permito o amor pulsar nos detalhes,  ao mesmo tempo preciso lembrar que ele se foi e que nunca mais vou ver. Todos os dias ao dormir tenho que lembrar para mim, que o Ivan está no céu e ao acordar percebo no vazio da cama essa realidade. Essa é a minha rotina, não gosto de viver no faz de conta, sempre encarei de frente os desafios da vida. Esse é o meu grande desafio, permitir que esse amor pulse dentro de mim, e nas batidas ...

Dividindo sentimentos: o amor

Hoje eu quero lembrar detalhes desse amor, que se refletiu na minha existência, foram anos caminhando juntos. Nesse caminhar posso afirmar que celebramos o amor diariamente, conseguíamos até nas nossas diferenças nos amarmos. Mudamos de casa, de cidade e de estado várias vezes, mas sempre de mãos dadas. Essas mãos dadas nos fazia ter coragem de enfrentar os desafios da vida. Quando discutíamos e deixávamos as diferenças saltarem, a noite os pés se encontravam e aos poucos não existia mais diferenças. Nesse longo caminhar que fizemos juntos, encontramos muitas pessoas e muitos se tornaram amigos,que carregamos no coração. Dividimos nossas vidas com nossos amigos, partilhamos alegrias e momentos difíceis. Nesse caminhar encontramos o nosso grande amigo, Jesus. Ele chegou em nossas vidas, devagar e foi se fazendo o centro, lavou o que precisava ser limpo, modificou pensamentos e nos ensinou a amar ainda mais. Com Jesus nosso caminhar mudou e nosso amor se fortaleceu. Jesus nos ensinou...

Dividindo sentimentos

Ontem fui dormir com ecos da risada das crianças, a Bea (minha netinha canadense), a Júlia (filha da vizinha) e a Maria Lys (minha sobrinha) estavam em casa, e fomos leva-las ao parque. Ouvir as crianças sorrindo no parque, vê-las correndo animadas de um lado para o outro sem cansar, como se não pudessem perder tempo. Eu gosto dessa dinâmica das crianças, ao deitar para dormir ontem, pensei: o Ivan teria gostado desse programa. Ele adorava crianças e gostava em especial dessas três. Seus olhos brilhavam quando ele falava da Bea, sua grande paixão. Sexta-feira que antecedeu ao falecimento do Ivan, foi feriado e ficamos o dia juntinhos, vendo série  (terminamos de assistir a série que estávamos assistindo) e namorando, estávamos nos despedindo sem saber. Nesse dia ele falou algumas vezes: queria ligar para a Bea, esquecendo que o feriado era só no Brasil. Era um avô feliz e animado, queria muitos beijos, abraços e gostava muito de brincar. O eco das crianças me fez lembrar da alegri...

Dividindo sentimentos

Os dias estão sem nomes e sem números, simplesmente começam com o amanhecer e termina com a noite. Um dia desses sem nome, um amigo me ligou e relembrou de alguns casos do Ivan, terminou com uma frase: Stella posso imaginar sua dor, pois pra mim Stella era como sobrenome do Ivan, para sempre vou lembrar do Ivan da Stella. Essa é uma maneira carinhosa que nos apresentamos nos Encontros de Casais com Cristo, nos tornamos um na presença de Cristo e a comunidade nos reconhecia como duas pessoas com um só nome (nome e sobrenome). Essa lembrança vem consolar, reconheço nos detalhes a mão de Deus a nos conduzir até essa separação, uma separação temporária, pois um dia nos reencontraremos no céu. Ontem brinquei na piscina com minha neta, a água morna e as brincadeiras com as crianças me relaxaram, dormi muito essa noite um sono que há muitos dias não conseguia. Todos os dias quando acordo, tenho que lembrar para mim mesma, que o Ivan não está  aqui, e aproveito pra pensar em algo legal e...

Novos sentimentos

Vou usar meu blog como ferramenta, para liberação dos sentimentos, por palavras. Dia 1 de dezembro fui pega de surpresa, meu marido, meu amigo e companheiro sofreu um infarto fulminante. No caminho para o hospital telefonei para todos os médicos que eu conhecia e pedi oração. Foi um caminho longo, ao mesmo tempo rápido, fui com o meu vizinho que é policial. Chegando ao hospital, houve um tempo de espera por notícia, tempo suficiente para chegar alguns amigos e parentes, não consigo mensurar esse tempo. Não ouvia, meus olhos não saiam da porta (de onde viria a notícia do Ivan) eu sentia um tremor interno. Quando a médica me chamou para dentro da UTI, eu pensei: finalmente vou ver o Ivan e saber o que aconteceu. Entrei numa sala pequena com algumas cadeiras, a médica pediu que eu me sentasse, mas eu não queria sentar, ela insistiu e eu sentei com as pernas inquietas e as mãos cruzadas. A médica começou a relatar: que o Ivan tinha passado mal no supermercado, que os bombeiros foram cham...