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Showing posts from November, 2017

Tudo tem seu tempo

Conheci uma aflição que não sai do pensamento, que faz pulsar o coração num ritmo descompassado e a respiração ofegante acompanha o ritmo do coração.  Nesses sintomas, além de colocar meus sentimentos, escoro minha dor. Num tempo indeterminado busco a determinação, acolho esse tempo de chorar, tempo de me calar, numa dinâmica que se assemelha a uma mola, hoje bem encolhida. O tempo do medo faz a minha mola ficar pequena e imóvel, conhecer essa dor aflita ensina me que cada dia o tempo me pedi alguma coisa, como diz Rubem Alves “existem coisas que são mais que coisas, são coisas que nos faz lembrar”.  Quando penso em coisas, me faz lembrar e me perco em pensamentos, recordações, que viajam por toda minha história. Nessa viagem passeio devagar em alguns momentos, em outros parece um filme desfocado e às vezes lembra um filme em alta rotação. Desenvolver a habilidade de olhar as urgências do tempo, parece inevitável. Sem me ater a urgência, olho o que a vida pede, ...

Quero um coração livre por um dia

Quero um coração livre por um dia Com forças pequenas, permitir grandes suspiros O olhar no além, procriar sonhos Se as lágrimas quiserem, podem passear Ah! Com sorriso reproduzir a esperança Quero um coração livre por um dia Ser invisível e perambular Na inconstância permanecer E na dúvida “estatuar” Ah! Com amor renascer, na esperança   Quero um coração livre por um dia Sem pensar libertar a dor Um coração livre da dor Só por um dia... Stella Maris Macedo de Sousa

Papagaio de Pirata

Olho envolta e vejo Papagaio de Pirata por todos os lados, existem vários tipos de Papagaios de Piratas modernos. O Papagaio que faz opção de deixar a vida seguir sem remo, sem leme. Perdeu o rumo da sua vida, sem forças para retomar, deixa se ser levado e passa a ser coadjuvante de sua própria vida. E se torna Papagaio da vida dos outros, se realiza pelas conquistas dos outros, alegra se com as trapalhadas alheias e, às vezes, permite que uma história do passado, o faça protagonista. E aquele Papagaio que se coloca como protagonista para a plateia, mas não encontra prazer em sua história. O comodismo o fez um Papagaio de Pirata da sua própria vida, vida que se realiza nos sonhos e nos planos. Sem a concretização, sem realizações vive a sombra da sua existência. Sabe aquele Papagaio tecnológico? Aquele que se esconde pela máscara de um perfil, no qual delineia o que gostaria de ser. Será que é outro Papagaio da própria existência? Sem resposta me encho de perguntas.... Um pe...