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Showing posts from 2011

Crônica- Identidade social

Esse mês com o reconhecimento da união estável aos homossexuais, veio a tona um termo pouco conhecido mais muito usual entre os travestis, transexual, o “nome social”. Durante uma entrevista que assisti, um transexual manifestava alegria pela conquista da união estável, mas também espera ansioso a autorização para mudança de nome, pois segundo ele o “nome social”, ou seja, o nome usado no seu cotidiano, não corresponde ao nome da sua carteira de identidade o que causa alguns constrangimentos. Adotar o “nome social” faz o cotidiano mais próximo da realidade optada, em alguns momentos essa forma de identificação não é aceita,  o que para alguns é um reconhecimento para outros o torna um impostor. Por isso o reconhecimento do nome na identidade legitima uma convivência social. Refletir sobre o “nome social”, levou-me a outras “identidades sociais”. Como profissional adotamos “posturas sociais”, que podemos ou não incorporá-las ao nosso cotidiano, muitas vezes as utilizamos quando ...

Calçada é pública e não "privada".

Podemos fazer, de uma simples caminhada na avenida Soares Lopes , uma verdadeira corrida de obstáculos. Passar por cima dos excrementos que os cachorros largam nas calçadas e são ali abandonados por seus donos, faz de uma caminhada motivo de reflexão. Os cachorrinhos são lindos! Felizes pelo passeio, alguns donos fazem dessa caminhada um momento de prazer e lazer, esquecendo-se do lazer dos outros que por ali transitam. Perguntas ecoam sem resposta: Por que o limite de algumas pessoas parecem maior do que o do outro? Acreditam num mundo criado para sua única existência? Dividir espaço é desnecessário? Prosseguem caminhando em sua estrada, derrubando tudo que aparece pela frente sem questionar. Fazer da existência algo tão egoísta, não reconhecer o outro é realmente deixar uma vida pública para construir uma vida “privada”. No sentido literal da palavra, ir deixando excrementos por onde passa, sem olhar para traz. Nessa realidade “privada”, palavras são ditas sem pensar, ações tomadas p...

Crônica da "Moqueica

O sol ilumina o dia, em busca de um lugar para almoçar, um restaurante chama atenção pelo nome escrito errado. Ao entrar, percebemos que o erro ortográfico aparecia em outras placas, a “moqueica” estava por todo lado. Mesas de madeira, bancos sem encosto, piso de areia batida pelos pés, mal sentamos nosso garçom aproximou simpático e solícito. Resolvemos comer lagosta, pela propaganda do garçom, com o decorrer do tempo percebemos que o garçom era o dono, o caixa, o relação pública e entre uma função e outra um gole da branquinha, ele tem ajuda dos filhos e da sua esposa, ela responsável pela deliciosa comida. Ágil, solícito, simpático parecia feliz na escolha da sua vida e profissão, ele nos conta que também pescava os frutos do mar. Entre uma solicitação e outra ele sempre vem conversar um pouco conosco, ficamos sabendo que o restaurante já tem 18 anos e muitas histórias pra contar. Entre as histórias nos contou uma com muito orgulho: há 10 anos ,um francês tinha visitado o lugarejo, ...