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Um pouco do "eu" que se esparramou em "nós"

Permitir ser eu mesma, me libertar da vaidade, daquilo que acho que sou. Ser legítima comigo! Tenho sonhado pequeno, demais. Buscar na minha essência, uma página em branco. Deixar a vida brotar, me reinventar e esquecer o que é normal. Estar presente em cada momento simples e reaprender a andar devagar atenta ao que me cerca. Redespertar o olhar curioso da minha criança! Puxa! Me sentindo uma prisioneira de mim mesma, e como é urgente rever a mochila, que insisto em carregar. A mochila está pesada… Momento de parar e reavaliar, o que vou continuar carregando, e se quero carregar alguma coisa. Necessário ficar mais leve! Com ousadia vou trocar o “eu” pelo “nós”. Seguindo na reflexão, sobre o que levar, nesse caminhar da existência. Como deixar o que sempre foi normal para nós? Construímos o nosso mundo, com cenários, personagens, pensamentos e sonhos. Em algumas situações, esse nosso mundo imaginário se confunde com o mundo perfeito; em outros momentos, pode não parecer perfeito;...

1 - Refletindo a pandemia

Estamos todos no mesmo barco, na mesma rua, no mesmo espaço vivendo momentos de medo e incerteza. Como num parto arrancando das entranhas esperança e do coração a busca das certezas.  Momento propício para reflexão e de inflexão! Hoje uma pessoa me disse: tenho medo que quando tudo isso passar, o mundo, as pessoas voltem ao que era antes, e não aja mudanças. Esse medo me enlouqueceu e sem pensar, disse: se isso acontecer quero fazer parte da minoria que modificou se pelas reflexões e quero conviver com a minoria que deixou se transformar. Depois desse regurgitar, olhei para mim e completei: isso que eu preciso mudar! Falei refletindo...Quero acreditar mais nas pessoas, nas possibilidades de mudança e cuidar do meu egoísmo. Como assim, quero conviver com a minoria que reflete e se transforma? Quero conviver com todos, sem julgar. Buscar nas minhas inflexões uma maneira de refratar a vida nova! Um mundo novo sem egoísmo, a começar por mim.    

Minha mulher selvagem

Assim sem avisar, a vida faz: ploc… Tudo muda! O que parecia seguro, balança. O que tinha futuro, só tem passado. O que era plano, deixou de ser. Revirar a vida, inevitável. Andar no deserto, imprescindível. Procurar os ossos esparramados, vital. Encaixar os ossos, necessário. Descabelada preparar a canção. Começar a cantar! Uma canção que se assemelha a um uivo Entoa a voz da alma. Invocando a Mulher selvagem… A procura da natureza intuitiva. Sobressalto e interrompo a canção. O encaixe não se assemelha.  Não aceito disfarce! Procuro uma imagem sem memória. Onde estão os ossos que faltam?  Ou serão farelos? Buscá-los na pelve da vida, Deixar nascer das entranhas. Numa nova canção...  Stella Maris
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Meu mundo colorido!

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Numa analogia à caverna de Platão Me deparei com sombras nas paredes, Sombras disformes. O mundo parecia bicolor Preto e Branco. Comecei a acreditar nesse mundo, A luz que invadia pelas brechas Ofuscava a coragem. Permitia as amarras das correntes. Num momento de catarse percebi: Que as correntes eram imaginárias; Que as brechas podiam virar janelas; Que as sombras eram só sombras. Abri a janela! Ah! Abri a porta também... Entrou o vento e  o sol. As paredes começam a pulsar. Sem amarras meus pés, Descalços Pisam na grama, e correm. Tem arco-íris no céu, No lugar de ouro O pote tem confete colorido, Têm borboletas. Têm  flores de muitas cores! Milhares de cores! Meu mundo colorido! Sem sombras, Sem medo! Stella Maris Macedo de Sousa
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Brinquei com a vida E fiz muitos mosaicos. Fiz mosaicos com palavras, Com emoções, Com sonhos... Agora comecei uma nova brincadeira Fazer vitral! Pego cacos e os transformo em vitral. Vitral com cacos da vida, Vitral sem molde Sem desenho estabelecido. Simplesmente um lindo vitral. Uau! Tô adorando essa brincadeira. Stella Maris Macedo de Sousa