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Showing posts from July, 2016

Conflitos em adequar saberes

Num conflito de interesses As defesas surgem,  Como falhas na parede.  Falha latente! Falhas como janelas de oportunidade. Uma janela sem cortina. Janelas resignadas  em conflitos  Janelas realizada na competência. Falhas como janelas diversificadas! Nas discrepância dos conhecimentos Surgem janelas e falhas Como habilidade dos saberes. Stella Maris Macedo de Sousa 

Emoções foram passear

Levo minhas emoções para passear. Saem do meu coração, Interagem com outras emoções, Livres! Esparramadas se entrelaçam Numa alquimia da vida Se misturam. Sincronizadas, se espelham. Diacronizadas, se refletem. Antagonizadas, se permitem. Renovadas, voltam. Assim preenchem meu coração. Em êxtase descansam do passeio. Stella Maris Macedo de Sousa

Me vestindo de Fantasia

Queria eu um dia Tirar minha roupa E me vestir de fantasia. Quero peruca! Roupa de várias cores! Babados e decote Muitos anéis, colares... Quero me desnudar do cotidiano Me permitir falar coisas do coração. Sentir a dor do mundo E rodopiar dançando a alegria de amar Num clímax da euforia Me permitir! Ah! Quero flores vermelhas no cabelo Para quando a roupa cair... Continuar fantasiada! Stella Maris Macedo de Sousa

Vida Simples

Vou me desvencilhando, Do que me agarra. Numa experiência dramática, Rasgo o vestido drapeado e bordado... Ufa! Nua e num surto psicótico, Olho no espelho e não me enxergo... Nua e descalça sigo! As pedras machucam os pés, O vento faz o corpo arrepiar. Como protagonista permito E alimento a fantasia e o sonho. A cada episódio! Stella Maris Macedo de Sousa

Eterno temporário

Procuro  um eterno temporário!              Que se renove com as mudanças e encontre                                 Novos eternos.                  Encontrar nos bons momentos o eterno.                        Ah!  Essa tal felicidade eterna!                           Deve ser insana e insossa                Felicidade exige momentos e encontros     ...

Melodia da Motivação

Arrepiante a apatia do desmotivado, Cabisbaixo perambula Sem ação é levado, Pelos dissabores vividos. Como numa orquestra Harmonia é treino, Instrumentos buscam uma nova melodia. Neutralizando a apatia! Como ícone da mudança Saí em cambalhotas, Buscando no ar a existência. Busca na música a raiz Afasta a demagogia oportunista E vai as ruas bradar. Proclamar! Uma nova melodia. Stella Maris Macedo de Sousa

Vida num ensaio

A vida num ensaio De levar o amor. Amor incondicional Transcende o corpo. Ultrapassa a mente... Amor surreal! Nos bastidores da vida Um ensaio concreto. Amar na extensão Da vida. Stella Maris Macedo de Sousa

Encontros

No encontro com o Senhor Busco o caminho. Reconhecer me na estrada O desafio. Caminho na estrada que aquece o coração. Face reconhecida no pão repartido. Senhor resplandece na razão. Razão do meu ser! O existir! No caminho surpresas que renascem, Renascer diariamente é a maior certeza. Me encolho como feto. Me descubro insubstituível. Renascer na estrada Sem parar o caminhar. Encontro o amor perfeito! Stella Maris Macedo de Sousa

Pássaro na dinâmica da vida

Aprender a ser passarinho, No olhar fugaz Em meio a flores coloridas, Que camuflam Sentimentos truncados. Planejamento de vida em desvios de amor Na loucura da solidão acompanhada, Tecer incertezas a cada destino Sem diluir a vida. Modelar desafios em voos apressados Paisagens diferentes, Cascalhos disformes. Vidas sem testemunho! Dom de eternizar o vazio, Olhar devagar o nada. Na bússola encontrar a direção Num laço antigo, nós que não desmancham. Rasto de pegadas antigas Em nova direção. Num voo entre nuvens Que desmorona torrencialmente. Encontrar a esperança! Stella Maris Macedo de Sousa

Coração que escreve

Só posso escrever o amor Se tiver amado. Só posso falar da dor Se tiver chorado. Só posso falar do que sofri... Até falo sem ter vivido Mas não convenço. Até escrevo o que não sofri Mas não encanto. Stella Maris Macedo de Sousa

Revela o que permito

Máscara que não esconde, Revela quem usa. Máscara que esbanja Desmancha de medo. Máscara que vive Na sombra da máscara. Máscara que gruda E não desgruda. Máscara estonteante Numa alegria perseverante. Máscara que esconde A dor de não aceitar. Máscara intacta Sempre a mesma. Máscara da sombra Sombra que esconde. Máscara esconde e revela O que permito. Stella Maris Macedo de Sousa

A vida que se refaz

Vida que se refaz. E desfaz a rotina incômoda, Bagunça a casa arrumada, Refaz o trabalho já pronto. Saudade transformada em apelo. Solidão revira a multidão, Falando sem parar ao coração. Vida que se refaz, Na resistência De encontrar na solidão. A saudade de ser feliz! Stella Maris Macedo de Sousa

Me vestindo de fantasia

Queria eu um dia Tirar minha roupa E me vestir de fantasia. Quero peruca! Roupa de várias cores! Babados e decote Muitos anéis, colares... Quero me desnudar do cotidiano Me permitir falar coisas do coração. Sentir a dor do mundo E rodopiar dançando a alegria de amar Num clímax da euforia Me permitir! Ah! Quero flores vermelhas no cabelo Para quando a roupa cair... Continuar fantasiada! Stella Maris Macedo de Sousa

De olho na vida

Sem perceber largamos os contos infantis pelo primeiro beijo, “sem perceber” parece perfeito para essa mudança. Os contos infantis com as princesas e príncipes encantados nos faz viajar por um mundo perfeito, e na inocência acreditamos pertencer a esse mundo. As bruxas, madrastas, e o lobo mal nos mostra uma trilha com pedras, alertando que nelas podemos tropeçar num cotidiano talhado. Como em todo conto infantil o mal é derrotado, e todos são felizes para sempre, nos vestimos de princesa e andamos no mundo dos sonhos, nesse mundo criamos amigos imaginários, brincadeiras e somos felizes. Sem perceber trocamos a roupa da princesa, pela vontade de colocar um piercing , fazer uma tatuagem, vestir o que nos faz diferente, e inicia o complexo processo de transição. Conflitos internos nos faz tristes e alegres ao mesmo tempo, o mundo não nos compreende e muito menos nós nos compreendemos. Jogamos fora a fantasia, e nos revestimos do que nos diferencia, mas que ao mesmo tempo nos aproxima ...

Sem razão resolvo separar alhos de bugalhos e caprichos sem razão

Separar o que precisa com a ousadia de uma criança, que se permite gostar ou não gostar, e ponto. Nesse prisma colocar os alhos de um lado e os bugalhos de outro, sem julgar se existe um melhor do que o outro, e sem o capricho da razão acompanhada de “verdades”. Esse é o desafio de hoje! Exprimir opiniões está cada dia mais difícil, bandeiras sobre a liberdade de expressão são levantadas por várias pessoas, que acreditam na movimentação das bandeiras como verdades absolutas.  Puxa! Sinto me pressionada por essa falsa liberdade, por não achar necessário empunhar uma bandeira. Exprimir minha liberdade só se assim eu tiver na expressão, a polissemia. Nesse prisma de verdades absolutas e individuais pretendo refletir sobre a verdade como reflexo das relações sociais. Como um reflexo que perpassa pelo megafone e se acolhe na sombra. Numa existência que não disfarça as verdades, as encontra nas diversas formas e valoriza na idiossincrasia de cada um a necessidade de expor suas verda...