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Showing posts from March, 2015

Paradoxo Perfeito

Ser eu, encontrar minha voz Procura constante. Quando pareço encontrar o tom A musicalidade precisa de outro. Um tom para cada momento. Sem repetir as vozes do mundo, Minha voz ecoa, no meu interior. Grita no coração! Cantarola por onde passo, Levando o "eu" tão procurado Que se confunde com o "nós". O nós que revela e esconde. Um paradoxo perfeito. Stella Maris Macedo de Sousa

Simplesmente palavras

Palavras encontram em outras palavras, Existência. Palavras soltas na vida, e presa Pela razão. Palavras concretizam ações, e soltam As emoções. Palavras antes apressadas! Hoje encontram na mansidão Palavras alegres, Palavras na alegria saltam, no pula- pula da vida, Ora em meio a outras palavras, Ora sozinha no ar. Envolta por bolas coloridas, continuam mansa. Sem pressa, procuro palavras que preencham a loucura... Loucura que reflete na razão, o encontro da emoção! Stella Maris Macedo de Sousa

Revela o que permito

Máscara que não esconde, Revela quem usa. Máscara que esbanja Desmancha de medo. Máscara que vive Na sombra da máscara. Máscara que gruda E não desgruda. Máscara estonteante Numa alegria perseverante. Máscara que esconde A dor de não aceitar. Máscara intacta Sempre a mesma. Máscara da sombra Sombra que esconde. Máscara esconde e revela O que permito. Stella Maris Macedo de Sousa

Uma casa dos sonhos

Ando querendo uma casa de portas abertas, Janelas para rua. Quero um quintal! Daqueles antigos com pé de goiaba, Caju, banana e balanço de madeira amarrado com corda. Quero sótão e porão! Só morei numa casa dessa em sonho. Em meus sonhos, No sótão moram os sonhos, No porão os medos, E nas portas e janelas abertas A esperança... Quero uma vida que passa devagar! Que acalme a ansiedade, E acelere o coração. Quero olhar devagar Escutar com o coração, E andar com os sonhos. Os medos! Ah! Os medos! Vão permanecer no porão!     Stella Maris Macedo de Sousa

Viver sem forma

  Viver parece loucura, Pode ser ideologia. Com moldura   Viver decisões desconhecidas Gestada Indecisões   tomadas   Certezas em busca de ardores Lágrimas sem choro Choro sem lágrimas, sem amores   Sem forma seduz Moldada afasta Sedução que introduz   Stella Maris Macedo de Sousa

Me leve

Que a vida me leve, Nunca leve o amor. Que a vida me leve, Nunca leve os sonhos. Que Deus me leve E nunca desista. Que o amor me leve, E revele o caminho. Stella Maris Macedo de Sousa

Amor arco- íris

Quero um amor do tamanho do arco-íris. Capaz de abraçar o infinito Às vezes tão distante, Outras vezes tão próximo... Amor arco-íris entre o sol e a chuva Sempre no momento certo. O sol brilha no céu e a chuva começa Um capricho da natureza. Dizem ser casamento da raposa, Outros acreditam no pote de ouro. Eu creio no amor arco-íris! Um amor que casa as raposas Enriquece os corações entristecidos. Um amor que sabe a hora de se fazer presente, Conhece o momento certo de estar distante. Sabe quando a chuva começa. Stella Maris Macedo de Sousa

A vida se refaz

Vida que se refaz. E desfaz a rotina incômoda, Bagunça a casa arrumada, Refaz o trabalho já pronto. Saudade transformada em apelo. Solidão revira a multidão, Falando sem parar ao coração. Vida que se refaz, Na resistência De encontrar na solidão. A saudade de ser feliz! Stella Maris Macedo de Sousa

Redescoberta do sorriso

Catadores de sorriso! Cenário exasperado de recordação. Dissonante e acusador Impregnado de silêncio. Ofegando em curvas sinuosas Radiosa como o sol Sorrisos atemporal! Suscetível a absorção de lágrimas Profundos pensamentos. Provocam sorrisos delineados Em silêncio desconcertado. Sorriso como acalento mútuo Impeli o destino Catadores de sorriso Perseguem outras vozes! Redescobertas Stella Maris Macedo de Sousa

Liberdade de asa cortada

Liberdade sem decisão Vivida e admirada por alguns. Liberdade é ação! Decisão convulsionada! Liberdade de asa cortada Estagnada na situação. Moldada nas escolhas Presa nas escolhas das situações. Olho o pássaro solto Na varanda da vizinha. Vejo nele a liberdade. Decepção! É uma liberdade de asa cortada... Stella Maris Macedo de Sousa

Discutindo com Deus

  Planos sem rumo! Destinos sem traço! Busco em Deus o que não encontro Vida direcionada pela incerteza. Quantos passos sem chão! Tiro um pé do chão Sem pensar muito o recoloco, Umas vezes em avanço, Outras vezes retorno E muitas vezes permaneço. Pergunto a Deus o traço Se faz de surdo e me deixa escolher. Permaneço na incerteza E na dúvida, Prossigo! Demoro a descobrir que quando Prossigo É Deus traçando!     Stella Maris Macedo de Sousa

Chagas da Transformação

  Curada pela poesia Amar a existência Rasgar as cortinas que impedem O amor genérico Fidelidade que encoraja Inflama os sentimentos Como promessa r emover a sombra Efusão dos sentimentos Como ovelha desgarrada Encontro na visão palpável A transformação Numa atitude de inferência Respeita a liberdade E segue os versos   Stella Maris Macedo de Sousa

Desafio do Viver

  Fraquezas, desejos e alegrias humanas Tudo tão escondidinho! Buscam liberdade! Descortinados os sentimentos Numa conquista reconhecida pela esperança Inspirada na vida! Inspiração súbita! Sorrindo socialmente, encaro os desafios Na gargalhada exasperada e lívida Busco a alegria de vive. No fracasso, o desafio da superação No medo, o equilíbrio Sem a barreira da cortina, Enxergo uma vida Enfeitada de sentimentos concretos     Stella Maris Macedo de Sousa

Dança Silenciosa

  Num dialogo silencioso A polifonia dança. Linear pela constância da procura Ilhas de decepção isoladas Para não sentir o tempo passar. Tempo suspenso! Na angústia da ação do diálogo s ilencioso Retomar a ingenuidade da busca. Leva a uma tensão existencial. A um tesão sem estrelas Com olhar questionador. No estranhamento da existência Em busca das estrelas Parto sem regresso! Por ocultos caminhos O clímax estremece o corpo... No desprestígio do olhar Na massificação do coração As estrelas permanecem no céu Silenciosamente a observar...     Stella Maris Macedo de Sousa  

Enigma da Charada

Charada anunciada pelo desejo de viver No enigma, a brincadeira da procura No concreto, uma distância demasiada Entre uma rotina frágil e a utopia, Solenemente bradam os sonhos E no colo das palavras vazias Convulsionada manifestação sem refletir. Exausta indignação da vida medíocre, Permite uma trégua para indignação. Ignorados e engolidos pela rotina Não decifram a charada No enigma de palavras vazias A rotina permanece estática Resta a esperança! O sonho! Stella Maris Macedo de Sousa

A entrega

  Como o vento meus pensamentos Afaga a consciência numa felicidade doce. Foge de mim Utopia do viver O amanhã me reinvento! A vida arquiteta no reencontro A respiração ofegante ouve o coração Restaura uma alma prolixa Nessa mistura complexa Desconexa como um sonho Reinvento no reencontro Despida, nua, numa alegria voraz Um sorriso largo Me entrego Stella Maris Macedo de Sousa

Escrever Paixões

  Para descrever paixões Preciso de um coração   ioiô, Emoções palpitante Desencontrados batimentos. Amortalhada pela sensação Espio a própria imagem Nela ver o arrepio da paixão. Emoldurada no coração Explodindo de colorido. Feliz no mutável! Ah! Escrever paixão! É escreve o calor do sol E a cor do vento. Acomodar as mudanças Numa acomodação colorida! Descrever paixões É escrever transformações O físico se exalta E a alma se acomoda!     Stella Maris Macedo de Sousa  

Divertida loucura de viver

  Numa divertida esquizofrenia Crio asas para voar, E arranco minhas raízes. O tempo não determina as coisas. A palavra em estado líquido, escorre Em estado gasoso, evapora Refletida, tem um perfume prolongado. A loucura esparramada em meu ser Faz inflar meu peito como pombo. E voar! Voar naturalmente e baixo... De cima enxergar minhas raízes soltas E um mundo que não compreende meu voo O voo da liberdade! Divertida loucura de viver com asas... Stella Maris Macedo de Sousa

Medo do escuro do dia

Tenho medo de escuro Principalmente da escuridão do dia Em meio a escuridão encontro luzes coloridas Colocadas como móbile Móbile de bolas coloridas Cada uma de um tamanho Solitárias em formas e cores Acompanhadas pela textura Vidas suspensas pelo fio da esperança Na solidão dos fios O encontro com o nada Entre tantos nadas Busco nas fotos, No quadro que posso riscar, Na gaiola iluminada, E nas bolas coloridas. A luz para meu dia, E enxergo o futuro!     Stella Maris Macedo de Sousa

Cenas da realeza

  Cenas da realeza O encontro do rei com seu povo. Sentado em seu trono sem armadura, Um som ensurdecedor Afasta as palavras. Num cantinho o povo se encolhe... Com a vida nos lábios Olhos úmidos prontos para derramar. Coração lotado começa a falar, Mesmo sem ser ouvido. Os olhos do rei olham esse movimento Ainda envolto pelo som que parece acolher. Sem muito pensar, o rei diz: resume Sem conseguir, o povo  segura as lágrimas, E parte Recolocam a armadura, em silêncio. Como resumir? Resumir fato, pode ser... Uma frase pode resumir um dia, Mas como resumir sentimentos? Numa marcha decidida Com a proteção da armadura, prosseguem... O rei abaixa o som da TV, sem perceber Que o tempo passou... Stella Maris Macedo de Sousa

Vida Concretizada na Palavra

  Uma palavra não realizada Nasce amarrada a ideologias Vive a sombra da vida     Palavras se concretizam no silêncio E respiram em poemas, com vida própria Que gritam no silêncio Precisam de tempo, precisam descansar Maturar no silêncio     Realizam nos sonhos, na esperança Ideologias? Só se for para refletir... Sem amarras, Os poemas voam E encontram na solidão do silêncio, vida...     Stella Maris Macedo de Sousa

Nostalgia do talvez

Olho o passado Não sinto gozo, nem tormento Fecho os olhos e olho minha memória Numa busca avassaladora do concreto Fotos, filmes, cheiros... Viajo   em minha nostalgia! Sem marco ando sozinha... Levo o rumo em meu coração Longe de olhares que cruzam o passado. Busco o futuro esfarelado nas lembranças, Nos detalhes, no corriqueiro. O esplêndido acontece! Ainda presa no passado, no improvável. Nasce o “talvez”!   Stella Maris Macedo de Sousa