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Showing posts from May, 2020

1 - Refletindo a pandemia

Estamos todos no mesmo barco, na mesma rua, no mesmo espaço vivendo momentos de medo e incerteza. Como num parto arrancando das entranhas esperança e do coração a busca das certezas.  Momento propício para reflexão e de inflexão! Hoje uma pessoa me disse: tenho medo que quando tudo isso passar, o mundo, as pessoas voltem ao que era antes, e não aja mudanças. Esse medo me enlouqueceu e sem pensar, disse: se isso acontecer quero fazer parte da minoria que modificou se pelas reflexões e quero conviver com a minoria que deixou se transformar. Depois desse regurgitar, olhei para mim e completei: isso que eu preciso mudar! Falei refletindo...Quero acreditar mais nas pessoas, nas possibilidades de mudança e cuidar do meu egoísmo. Como assim, quero conviver com a minoria que reflete e se transforma? Quero conviver com todos, sem julgar. Buscar nas minhas inflexões uma maneira de refratar a vida nova! Um mundo novo sem egoísmo, a começar por mim.    

Minha mulher selvagem

Assim sem avisar, a vida faz: ploc… Tudo muda! O que parecia seguro, balança. O que tinha futuro, só tem passado. O que era plano, deixou de ser. Revirar a vida, inevitável. Andar no deserto, imprescindível. Procurar os ossos esparramados, vital. Encaixar os ossos, necessário. Descabelada preparar a canção. Começar a cantar! Uma canção que se assemelha a um uivo Entoa a voz da alma. Invocando a Mulher selvagem… A procura da natureza intuitiva. Sobressalto e interrompo a canção. O encaixe não se assemelha.  Não aceito disfarce! Procuro uma imagem sem memória. Onde estão os ossos que faltam?  Ou serão farelos? Buscá-los na pelve da vida, Deixar nascer das entranhas. Numa nova canção...  Stella Maris