O dia estava nublado e aos poucos começou uma chuva fina, liguei o limpador de parabrisa, na velocidade lenta. Sabe aquele modo lento do limpador? Ele move e para, depois reinicia a sequência entre o mover e o parar. Como a chuva estava fraca essa sequência do limpador era suficiente. De repente a chuva engrossou um pouco e a velocidade do limpador começou a não ser mais tão eficiente. Deixei que o limpador funcionasse assim por um tempo, e ao olhar a luta dele com a quantidade de chuva, refleti sobre a minha vida. Nessa analogia a chuva representa minha vida e o limpador as minhas ações. Percebi que tem momentos que a vida segue num passo lento, que o simples mover e parar das ações são capazes de trazer a felicidade. Já existem momentos que a vida muda o compasso e se eu não acelerar o mover das ações, posso não conseguir enxergar com nitidez as oportunidades. Nessa brincadeira de limpar o parabrisa da vida, me coloco querendo ver além, sem perceber que estou acomodada a velocidade ...